Sobre os autores

A história, a transformação, o destino

Meu nome é Bruno Mangueira Nakamura, nasci em 1983, meus pais chamam-se Maria Aparecida Mangueira da Silva e Valter Takeo Nakamura, tenho 1 metro e 72, embora oriental meu cabelo é enrolado, adoro arroz com tomate e música eletrônica. Achei pertinente falar de meus pais porque tudo começou lá atrás em 1991 com meu pai voltando do Japão com carrinhos de controle remoto, lindos cartões de telefone e um vídeo cassete puro, uma filmadora handcam e um gerador de caracteres.

Meus pais começaram um negócio de foto e filmagem em sociedade com outro casal pais de um amiguinho meu da escola, a até hoje atuante MARTE EVENTOS, era um trabalho em paralelo aos empregos oficiais de cada um, portanto o foco foi gradativo, depois de 5 anos minha mamãe decidiu me colocar nesse segmento e é lógico que com 12 anos eu fui resistente, minha mãe sempre nos deu boas condições, o que me fez crescer sem preocupações, eu era um pouco convencido e arrogante quando brincava com meus vizinhos até porque convivia com crianças de classe social na alta escola, mas como a família do meu pai morava em uma área menos favorável, no meio da favela mesmo! Eu passei a conviver com pessoas mais simples, o que me fez perceber muito cedo algo mais nas pequenas coisas.

Dos 12 aos 14 anos fui auxiliar de câmera, sabe aquele fulano dos fios, o “cabo man”, até que em Maio de 1998 filmei meu primeiro Casamento, e não foi um completo desastre apesar de eu ser mega tímido e ter ido vestido de camiseta e calça “big” Alias demorei 3 anos para usar social e 5 anos para por uma gravata. Com o tempo passei a trabalhar com várias empresas e ter acesso a diferentes ideologias e concepções, fui mudando minha maneira de gravar, uma ousadia ainda contida, mas era apenas uma semente que brotaria no futuro.

A motivação de editar veio depois de assistir um vídeo de debutante ao qual fui convidado para fazer parte dos 15 casais e a cobertura era de uma produtora conceituada da época, fiquei altamente decepcionado com o que vi, além de mudarem meu nome de Bruno para André a edição estava pobre extrema falta de criatividade e de preocupação em fazer belos planos, quis chorar! Portanto em 2000 comecei a procurar oportunidades como editor, pois a Marte Eventos terceirizava suas edições. Trabalhei em alguns estúdios de amigos onde tive a chance de fazer um curso (básico) de edição, mas firmei mesmo na Robervideo em São Caetano do Sul, empresa onde tinha a liberdade de aplicar minhas idéias, fazer edições próprias, aprender, fazer novos contatos e ter novas experiências. Como editor que meu amor por filmes de casamentos começou.

Em menos de 2 anos consegui montar minha ilha de edição e passei a trabalhar em casa, pois já tinha uma gama de clientes que eram assíduos e passavam seus eventos para eu filmar e editar, o que me permitia trabalhar desenfreado, editava o dia todo. Trabalhava nessa época com uma M9000, maquina svhs, ela tinha um zoom lento, me limitava um pouco, porém com ela que comecei a fazer trabalhos mais ousados inclusive em eventos simples onde a expectativa dos noivos eram menores. Passei a dar uma nova vida aos vídeos, por isso minha agenda era muito concorrida entre os profissionais mesmo que eu quisesse trabalhar pra mim não dava tempo nem de pensar, as datas eram reservadas com meses de antecedência.

Em 2006 e 2007 comecei a fechar mais casamentos como Nakamovie até chegar o grande dia de Suelem e Anderson, casamento da filha de um fotógrafo amigo da minha mãe. Esse trabalho me transformou, esse foi o primeiro dia em que fiquei transtornado com o feedback, não queria mais ser mais um, queria fazer a diferença na vida das pessoas.

A cada trabalho que desenvolvia ficava mais maduro, mais ousado, mais dedicado, meu amor cresceu muito nessa época e me tornei um profissional exigente, e essa exigência me levou a pessoas com concepções no mínimo curiosas onde pude compartilhar e receber muita informação, uma delas é o grande Rodrigo Borges, que abriu minha mente para o que hoje a Nakamovie desenvolve e acredita.

Mas ainda la atrás por volta de 1996 eu conheci ela, ela que transformaria gradativamente minha vida, ela que para mim não tinha como existir, era muito perfeita e inatingível, era quase um sonho pra mim, a garota que conseguia ser linda, legal, inteligente, humilde, ah! Para! Não tem como. Mas como uma obra de Deus ela me quis, descobri que ela gostava de japonês então eu sabia que tinha uma chance de te-la para sempre. Em 18 de Outubro de 1998 começamos a namorar e ali plantar uma sementinha ainda mais mágica do qualquer outra experiência minha, a de estar com Verônica Sousa de Almeida, hoje Nakamura. 1 metro e 62 de altura, morena, cabelos lisos, gosta de gatos e ciencias e não vou mencionar chocolate porque isso é uma paixão mundial. Toda sua simplicidade e verdade me fez ser uma pessoa melhor e ver as coisas de um jeito ainda mais diferente. Ela era e é a minha rainha.

Começamos a trabalhar juntos, ela passou a ser minha “cabo girl” e desde cedo ficamos juntos nesse meio, até depois de uns anos ela começar a fotografar para a MARTE EVENTOS em meados de 2007, nesse período já estávamos lindamente casados e com a nossa primeira filha, assim como minha mãe me ensinou juntos ensinamos a Vê. Todo nosso aprendizado foi muito Humano desde o princípio, a linguagem da minha mãe nos trabalhos era muito pessoal e isso sempre foi um contraste para o mercado, vivi por muito tempo a realidade industrial com um desejo imenso de ousar. Conforme fui vivendo a atmosfera do casamento fui percebendo as sutilezas do convívio, da evolução do amor para um sentimento ainda desconhecido e como tudo isso transformou nossa vida e nosso trabalho.

Hoje nossas referências vem de tudo que vimos, sentimos e vivemos, de tudo que podemos aprender no cinema, no trânsito, no meio fotográfico, num almoço em família, em workshops, com as pérolas de sua filha de 8 anos, podem vir do Titio Avô do Cartoon, do comportamento do motoboy na entrega da pizza, daquela música, sabe? Aquela! Tudo é magnífico. Vivemos e evoluímos a cada dia, juntos, somos pessoas incrivelmente normais e é isso que nos tornam diferentes.

 

WEDDING RENAN E AMANDA

5 Comentários

  1. Marcela

    Adorei sua historia e o jeito com que fala de sua mulher..
    VCS MERECEM MUITO MAIS SUCESSO
    Parabens

    Responder
    1. Bruno Nakamura

      Oi Marcela, nós fazemos tudo com muito carinho e para que tudo de certo precisamos ser muito verdadeiros, isso também implica em nossa qualidade de vida #amamosmuitotudoisso

      Responder
  2. Fabio Verissimo

    Você merece tudo isso e muito mais, grande amigo. Eu vi isso de perto , e la pelo anos 2000 até fomos em algum trabalho juntos…é uma honra poder ver como cresceu e como ainda irá crescer porque você merece. Pessoas que amam aquilo que faz sempre vão em frente….

    #estamosjuntossempre

    Um grande abraço,

    Fabio,

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  3. Tamires

    Péssimo atendimento, pode ser criativo mas não responde e-mail, nem tira dúvidas. Ou seja não respeita um futuro cliente.

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  4. Alessandro

    Parabéns Nakas ! Vocês realmente estão fora da Meta e surpreendem a Todos ! Fico muito Feliz de Poder conhecer Vocês e realmente, até para quem não conhecem ao certo muito bem como é trabalhar nesse Ramo, da muita vontade de Fazer parte dessa Equipe para poder agregar Valor, Aprender e se Emocionar com Tudo isso que é a Nakamovie ! Mais uma Vez Parabéns e Sucesso !!!

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